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 The Vines [Biografia]

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MensagemAssunto: The Vines [Biografia]   Qua Jan 16, 2008 7:19 am

Em 1991, Craig Nicholls, com 15 anos de idade, se encontrou com Patrick Matthews no McDonalds, local onde trabalharam. Na época Craig e Patrick eram obcecados pelo Nirvana e algumas bandas inglesas como Suede, Supergrass e The Verve. A partir daí os dois decidiram tocar juntos, Craig na guitarra e nos vocais e Patrick no baixo. Chamaram também David Olliffe, amigo de escola de Patrick para tocar bateria.

Patrick, Craig e David tocaram pela primeira vez em público em outubro de 1994. Neste primeiro show se apresentaram como The Vines, nome extraído de uma banda em que o pai de Craig tocou nos anos 60 chamada The Vynes. A apresentação foi na comemoração do 18º aniversário de um clube em Hurstville, subúrbio da cidade de Sydney. Na ocasião eles tocarão 3 músicas, entre elas “Been A Son” do Nirvana e “Mr. Milk” dos australianos do You Am I.

No final de 1998 o The Vines tocou em um pub em Sydney chamado The Iron Duke, abrindo para uma banda local - Starky. No final de sua apresentação o The Vines foi chamado ‘pela primeira vez’ para subir novamente ao palco para um bis.

Em abril de 2000 o The Vines foi entrevistado pela rádio FBi de Sydney, que aproveitou e tocou a faixa demo da banda “In The Jungle”. Foi graças a este dia que Patrick, Craig e David sentiram que poderiam ir mais longe e começaram então a escrever músicas freqüentemente e a ensaiar mais. Este esforço resultou na gravação de uma demo tape com 4 faixas. Andy Cassell da Winterman and Goldstein Management e Ivy League Music escutou a tal demo, que nas mãos da pessoa certa tiraria o The Vines do anonimato.

Foi então que Cassell e mais seus parceiros Peter Lusty e Andy Kelly passaram a empresariar a banda. Pelos próximos meses o The Vines foi encorajado a gravar todas as suas músicas em uma demo. Com a demo pronta eles enviaram para A&R, que imediatamente se interessou pelo som da banda.

Em setembro de 2000 o The Vines tocou no festival das Olimpíadas de Sydney. Já em outubro de mesmo ano eles tocaram abrindo para os australianos do You Am I. Eles se apresentaram no Metro Theatre, casa de espetáculo em Sydney, o que para eles foi a maior apresentação desde o surgimento da banda. Neste dia Craig correu furiosamente no palco, rasgou sua camisa e quase destruiu por completo sua guitarra.

Ainda em 2000, nas vésperas de Natal, The Vines se reuniu com seu empresário para decidir com qual gravadora eles deveriam assinar. Depois de uma duro crivo eles acharam melhor assinar com uma novata no seguimento, a Engine Room, uma companhia de Sydney que produz álbuns e depois os vende para Major Record Companies.

Já no início de 2001 (fevereiro), The Vines começou a pré-produção para um futuro álbum de estréia. Primeiramente re-gravando suas faixas demo “Drown the Baptists”, “Get Free”, “Winning Days”, “Mary Jane”, “Outtathaway” e “Sunchilld”. O produtor foi o australiano Greg Wales, e as músicas foram gravadas na Q Studios em Sydney. Este material foi utilizado para apresenta-los a grandes corporações musicais.

Em maio de 2001 o The Vines novamente foi a banda de suporte do You Am I, desta vez como banda de abertura em uma pequena turnê nacional. Durante alguns destes shows eles deram alguns cd’s demo de 5 faixas para aqueles que chegaram cedo para assisti-los tocar. O CD incluía as faixas “Country Yard”, “Mary Jane”, “Autumn Shade”, “Factory” e “Highly Evolved”.

No mês de julho de 2001 a banda foi para Los Angeles para gravar o álbum de estréia com Roy Schnapf, na Sunset Sound Studios. Devido alguns desentendimentos com a gravadora, o baterista David Olliffe acabou retornando para Austrália deixando a banda em má situação.

Somente em novembro daquele ano o The Vines recomeçou as gravações do álbum. Para a bateria foi chamado Joey Waronker (Beck, REM) e também Pete Thomas (baterista de Elvis Costello e The Attractions) que se revezaram para finalizar o álbum. A banda também gravou a música “I’m Only Sleeping” dos Beatles, para fazer parte da trilha sonora do filme “I Am Sam”, de Sean Penn.

O interesse internacional pelo The Vines aumentou com o lançamento do single “Factory”. Lançado em novembro de 2001 na Inglaterra pela XL Recordings, ele foi classificado pela revista britânica NME (New Music Express) como “simplesmente divino”. Em 3 de novembro a mesma revista elegeu “Factory” como o single da semana.

Com as gravações do álbum de estréia quase finalizado e ainda sem um bom contrato assinado, o The Vines teve sorte, pois o presidente da Capitol Records, Andy Slater, resolveu apostar e assinou com a banda para lança-los nos EUA. Heavenly Records ficou com a responsabilidade de lança-los na Inglaterra.

De volta a Sydney, The Vines colocou um anúncio em uma revista de música procurando por um baterista. No anúncio falava: “Oportunidade para baterista com experiência em shows. Pense em Nirvana, The Kinks, Stones Roses”. Trinta pessoas se interessaram incluindo Hamish Rosser, um americano de Nevada, EUA, que na época tocava em uma banda tributo ao The Kinks e que estava de férias na Austrália. Hamish retornou aos EUA rapidamente para alguns compromissos e uma semana depois retornou a Austrália para participar de uma audição com os membros do The Vines, Craig e Patrick.

Em fevereiro de 2002 (depois de quase 6 meses sem se apresentar), o The Vines mandou ver no festival Vic On The Park, realizado em Sydney. A banda neste momento contava com Hamish na bateria (oficializado na banda) e Ryan Griffiths (melhor amigo de Craig) na guitarra acústica. The Vines recebeu elogios rasgados da revista local Drum Media, pela apresentação no festival.

Já em março daquele ano, The Vines seguiu para Inglaterra para quarto pequenas apresentações. Graças a revista New Music Express que estava presente no primeiro show em Brighton e que novamente elogiou a banda como “sensacional, um dos maiores shows que já assistimos”, o The Vines acabou estendendo sua turnê na terra da rainha. Outro que elogiou a banda profundamente foi o vocalista James Dean Bradfield, da banda Manic Street Preachers, que disse: “absolutely fucking amazing”.

Repercutindo super bem, os demais pequenos shows da banda tiveram os ingressos completamente esgotados. Com dois novos shows que foram agendados para Londres e um show extra em Oxford também tiveram todos os ingressos vendidos em poucas horas. Craig e Patrick ainda foram entrevistados pela Radio 1 e XFM de Londres.

Em abril de 2002 a EMI Australia assinou um contrato com a banda para o lançamento do álbum.

Já no dia 5 de abril eles abriram para a banda Doves, no The Astoria. Ainda na Inglaterra eles gravaram versões ‘ao vivo’ para as músicas “Highly Evolved” e “Get Free” para o Top Of The Pops do dia 11. Eles também apareceram nos programas televisivos Later With Jools Holland, e no programa musical CD:UK.

Abril foi um grande mês para o The Vines, que aproveitou para lançar mundialmente o single “Highly Evolved”, que de cara ficou na 32ª posição nas paradas inglesas. Na Austrália a rádio Triple J foi a grande responsável pela excessiva divulgação da banda.

Dando seqüência eles novamente foram para Los Angeles, para gravar seu primeiro vídeo clipe, “Get Free”, e iniciar uma pequena turnê pelos Estados Unidos e Canadá. “Get Free” foi filmado na Chandler Valley Center Studios, em Burbank, Califórnia. Dirigido por Roman Coppola, o clipe foi gravado em 2 dias.

Ainda em LA a banda se apresentou no Coachella Festival, no deserto, e também no famoso Troubadour. Já em Nova York tocaram no Mercury Lounge, e em Washington mandaram ver no festival WHFS. Todos os shows da banda tiveram os ingressos vendidos. Em Toronto, Canadá, mais de 200 pessoas ficaram esperando a noite toda para conseguir um ingresso, pois o local estava abarrotado.

Com resultados surpreendentes nos Estados Unidos, a revista Q Magazine fez uma matéria com a banda. Enquanto isto a música “Get Free” ganhava cada vez mais espaço nas rádios americanas, inclusive na influente college radio KROQ.

O mês de junho de 2002 foi incrível para o The Vines. No dia primeiro (01/06) eles foram capa da revista britânica NME (New Music Express). No dia 15/06 se apresentaram no KROQ Weenie Roast Festival em Los Angeles. No dia 17/06 o single “Get Free” foi lançado mundialmente. Ainda em junho eles embarcaram para mais uma pequena turnê na Inglaterra, incluindo desta vez shows em Sheffield, Manchester, Glasgow, Liverpool, e também um show em Londres promovido pela XFM. Se como tudo isto não bastasse, o The Vines se apresentou no importante festival Glastonbury, no dia 27/06. Como a própria New Music Express declarou: “Triumph is totally theirs”.

No mês seguinte finalmente o The Vines lançou seu tão aguardado álbum de estréia - “Highly Evolved”, lançado no dia 8 de julho na Inglaterra e dia 15/06 no restante do mundo. Assim que lançado o álbum ficou com a 3ª posição nas paradas Inglesas, atrás somente de Oasis e Red Hot Chili Peppers. Com este terceiro lugar o The Vines foi a primeira banda australiana a conseguir figurar no Top 5 da dificílima parada britânica. Já na Austrália eles ficaram com a 5ª posição e nos Estados Unidos com a 11ª.

Com está boa repercussão seria natural revistas do mundo inteiro escrever sobre eles, como por exemplo Rolling Stones Magazine, Q Magazine, The Times, e claro, New Music Express.

Ainda em julho de 2002 a banda embarcou para uma nova turnê nos Estados Unidos e Canadá, desta vez começando por Cleveland, Ohio, onde se apresentaram ‘ao vivo’ para a MTV, direto do Rock and Roll Hall of Fame. Foram ainda capa da Q Magazine e participaram do programa televisivo Late Night With Conan O'Brien.

Além da Q Magazine, o The Vines pela ‘segunda vez’ foi capa da New Music Express (20/07/2002). Desta vez a banda teve 6 páginas da revista dedicadas a eles. O curioso é que as páginas se abriam onde se podia ver uma grande imagem do vocalista Craig e diversas setas indicando partes da anatomia do corpo humano. O título dá página foi “Anatomia do Deus do Rock”.

No final da turnê americana o The Vines ainda participou do famosíssimo programa The Late Show With David Letterman, no dia 19 de agosto. No programa eles tocarão “Get Free” e Craig no final da música se atirou com sua guitarra sobre a batera de Hamish que continuou tocando, uma espécie de tributo a Kurt Cobain do Nirvana.

The Vines depois se mandou para a Inglaterra onde se apresentaram nos festivais Reading e Leeds, nos dias 23 e 24 de agosto. Segundo a New Music Express – “The Vines were very good. Very very very very very good, in fact …”. No mesmo mês, mais precisamente dia 29, voltaram aos Estados Unidos onde fizeram uma performance no MTV 2002 Video Music Awards, na cidade de Nova York.

Depois de um longo período excursionando no exterior o The Vines finalmente retornou a Austrália, onde deram início a uma nova turnê no dia 13/09/2002, em Melbourne. Em apenas 24 horas todos os ingressos para os shows da banda tanto em Melbourne como Sydney se esgotaram. Um segundo show da banda foi programado para ambas as cidades e novamente os ingressos acabaram. Fãs da banda de longa data relembraram neste momento que a oito meses atrás a banda sequer conseguia vender 250 ingressos para que as pessoas os vissem tocar em pequenos pubs em sua cidade natal, Sydney.
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